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Devagar, mas rápido!

Sem categoria 11.07.2017

Por Carlos Eduardo Bizzotto

A palavra “acelerar” nunca teve em tanta evidência. Tudo tem que ser feito “rápido”, desde programas de redução de peso até a criação de startups. Isso está em sintonia com as tecnologias existentes, que nos permite ter acesso rápido a conhecimentos, pessoas, lugares etc.

No caso do desenvolvimento de startups, parece que tudo que demore mais do que seis meses está fadado ao fracasso. Vamos avaliar isso a partir do exemplo da criação e desenvolvimento do Facebook.

Quando foi lançado, em 2004, o Facebook já tinha concorrentes bem posicionados como o Friendster (criado em 2002, captou US$ 53 milhões após 12 meses de lançamento) e o Myspace (criado em 2003 e recebeu US$ 46 milhões depois de 12 meses de operação).

Além de não ser o primeiro, o Facebook também não tinha uma proposta de valor única, ou seja, não trazia funcionalidades inéditas. A diferença com relação aos concorrentes foi na estratégia adotada para o crescimento.

Tanto o Myspace quanto o Friendster lançaram suas plataformas para o público geral, ou seja, focando no crescimento do número de usuários no menor tempo possível. Isso garantiu um volume de usuários bem expressivo para cada uma das plataformas, entretanto não evitou o sucesso e o domínio do mercado pelo Facebook.

A estratégia do Facebook foi diferente, pois a plataforma foi liberada em estágios, ou seja, inicialmente, somente os alunos de Harvard tinham acesso à plataforma. Depois, sucessivamente o acesso foi sendo liberado para outras universidades.

Assim, o Facebook levou um tempo maior para alcançar o mesmo número de usuários do Friendster e do Myspace. Entretanto, ao lançar a plataforma em estágios, o Facebook conseguiu validar algumas métricas que demonstravam engajamento dos usuários. Por exemplo, cerca de 75% dos estudantes de Harvard usavam o Facebook e mais da metade acessava a plataforma mais de uma vez por dia. Pesquisas da época observaram que 80% dos alunos das universidades americanas (depois de todos os lançamentos) acessavam o Facebook, sendo que 60% acessavam mais de uma vez por dia.

O que a história do Facebook nos ensina?

O que podemos aprender é que no início de uma startup, temos que compreender os motivos que promovem o engajamento dos usuários. Só após isso é que devemos escalar o negócio. Caso contrário, corremos o risco de escalar um negócio que não está validado! Assim, no início, devemos ir devagar, mas fazer isso em estágios rápidos.

Essa é uma das preocupações do programa Sinapse da Inovação, que disponibiliza cursos e orientações para que as startups participantes possam validar se estão desenvolvendo uma solução para um problema que vale a pena ser resolvido e se o modelo de negócios adotado é escalável.

Participar do Programa Sinapse é uma grande oportunidade para os empreendedores do Espírito Santo e reduz expressivamente o risco de empreender!

As inscrições para o Sinapse vão até 12 de julho de 2017.

Não perca o prazo. Venha fazer parte do nosso time de empreendedores.

 

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